domingo, 4 de julho de 2010

Trio Merlot 2006

Fazia um tempo que eu não degustava vinhos com personalidade e que mancham os dentes. Desta maneira em uma ida ao supermercado mundial aqui perto de minha casa que deparei com uma promoção de uma garrafa deste assemblage por cerca de R$ 36. Isto porque normalmente o preço do Trio está na faixa de R$ 50. Então eu nem pensei duas vezes e comprei uma garrafa deste exemplar que é produzido pela gigante concha y toro que produz excelentes vinhos a preços acessíveis.
Vamos ao vinho. Trata-se de uma mistura de 70% de merlot 15% de carmenere e 15% de cabernet sauvignon. Segundo o site da vinícola o vinho estagia por cerca de 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano. Não se trata da famosa colheita de 2007 que a Concha y toro tanta exalta e que particularmente possuo uma garrafa guardadinha em minha adega descansando para uma futura degustação. Mas essa de 2006 estava muito boa também.
Ao abrir a garrafa deu-se aquela explosão de aromas frutados bem como de baunilha muito comum aos vinhos que estagiam em madeira.
Na taça apresentou uma coloração vermelha escura e bastante turva certamente por não ter havido filtragem antes do engarrafamento. Apesar de a filtragem deixar o vinho mais claro e brilhante certamente alguns aromas acabam por "escapar" com a passagem nos filtros.
Apresentou ainda lágrimas grossas e abundantes que manchavam toda a taça. Ao agitar a taça destacam-se os aromas frutados típicos da carmenere principalmente de frutas negras maduras e aquele corpo característico da canernet sauvignon.
Apesar de graduação alcoólica em 14,5% o mesmo não incomodou nem um pouco ficando bastante equilibrado na bebida.
Na boca é um vinho bastante frutado juntamente com aromas de café e tostado justamente pelo estagio em madeira.
Trata-se de um vinho redondo com taninos vivos mas bem domados.
Certamente um excelente custo benefício que valeu cada gota do vinho provado!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Club des Sommeliers Pinotage 2009

Esta é uma postagem especial que faço para a CBE principalmente por ocorrer no dia da estreia do Brasil na copa. Conforme a sugestão do confrade Cristiano Orlandi do blog Vivendo Vinhos, como o pais inteiro já está no clima de copa do mundo, a nossa confraria não poderia deixar passar em branco. Desta maneira foi sugerida uma postagem especial sobre o tema vinhos produzidos na África do Sul.
Sugerido o tema, então fui em busca de um vinho produzido naquele país. Confesso que senti um pouco de dificuldades de encontrar um exemplar que coubesse no meu orçamento, bem como neste último mês eu estava com pouco tempo para procurar um exemplar para a degustação.
Desta forma numa das minhas idas ao supermercado Extra aqui da ilha deparei-me com este exemplar da uva Pinotage na prateleira do supermercado custando cerca de R$ 20. Sempre deparei-me com vários vinhos do club des sommeliers, mas nunca tive coragem de comprá-los, por puro preconceito talvez. Estes vinhos são produzidos através de uma parceria do Grupo pão de açúcar com alguns enólogos com o objetivo de produzir vinhos de outros países bem como alguns nacionais por um preço mais acessível.
Vamos ao vinho! Primeiramente falarei um pouco sobre a uva Pinotage que é derivada do cruzamento da uva pinot noir com a cinsaut que no país africano era conhecida como hermitage. Desta maneira surgiu a casta emblemática da África do Sul.
Na taça o vinho apresentou uma coloração vermelho rubi bem viva com uma boa formação de lágrimas ao redor da mesma. De imediato destacou-se o aroma de baunilha bem característico pelo estágio em barricas de carvalho. Na boca apresentou aroma de frutas vermelhas como morango e amoras e principalmente um forte aroma de café tostado. Taninos muito vivos que se destacaram principalmente a partir da segunda taça, talvez pelo fato de o vinho ter "respirado" um pouco. Certamente um pouco mais de guarda no vinho ajude a domar um pouco seus taninos, que pra mim nada prejudicaram a bebida. Definitivamente os vinhos produzidos a partir da pinotage têm muita personalidade o que me agrada muito. Sobretudo essa "agressividade" da bebida como aquele gosto de pimentões verdes, muito comum naqueles vinhos produzidos pela casta Tannat. A graduação alcoólica de 13,5 só incomodou no final talvez pelo fato de o vinho ter esquentado um pouco na taça.
No final o vinho foi muito boa compra de excelente custo-benefício, que me surpreendeu muito, uma vez que nunca havia degustado a uva pinotage!Certamente pelo valor pago comprarei outras garrafas que descansarão um pouco em minha adega, e a propósito amigo Gil Mesquita, também passarei a degustar outros exemplares do club des sommeliers deixando o preconceito de lado.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Espumante Terranova Brut

Este é o meu segundo comentário que faço para a Confraria Brasileira de Enoblogs da qual comecei a participar no mês de maio a convite do Gil do Blog vinho para todos.
Para a postagem do mês de maio o tema escolhido foi "Espumante produzindo no nordeste", tema escolhido pela confrade Fabiana Andrade do blog vim,vinho,venci.
Confesso que senti um pouco de dificuldade em encontrar algum espumante do tema proposto que não seja doce, uma vez aprecio principalmente os bruts e extrabruts, além daqueles produzidos pela casta prosecco.
Desta forma não tive como fugir e resolvi degustar o Terranova Brut produzido pela vinícola Ouro Verde que pertence ao grupo da gigante Miolo.
Antes do espumante falarei um pouco da região do Vale do Rio São Francisco que acabou por ser uma nova região brasileira produtora de uva, principalmente das uvas que produzem os vinhos de mesa e o grande emprego de tecnologia para os vinhedos. Vale destacar que se trata da única região do mundo que produz 2 safras e 1/2 de vinho do mundo.
Talvez este seja um problema para o produto final, visto que as parreiras não ficam com um período de "descanso", o que ocorre nas regiões produtoras tradicionais.
Vamos ao vinho. Trata-se de um espumante produzido somente com uvas brancas como a chenin blanc, sauvignon blanc e verdejo, sendo que o site da vinícola não informou o percentual de cada casta.
Na taça o espumante apresentou uma cor amarela bem clara quase transparente com alguns tons esverdeados. Apresentou ainda pouca espuma, perlage bem fina e com muito pouca persistência.
Apresentou um aroma bastante floral destacando-se principalmente os de flores do campo.
Na boca apresentou pouca fruta, principalmente se destacando as cítricas como limão e laranja.
No retrogosto um amargor que incomodou bastante, fazendo com que na segunda taça o espumante já ficava bastante enjoativo até difícil de beber. Parece até um pouco contraditório o que vou dizer, mas nem parecia um brut, o retrogosto meio doce indo ao amargo, até meio complicado de se descrever, dificultou muito a degustação ficando muito enjoativo mesmo, tanto que eu e minha esposa tivemos dificuldades de beber a garrafa inteira, e olha que somos fãs dos espumantes.
Pagamos cerca de 18 reais pela garrafa que certamente não compraremos mais. Infelizmente um espumante do nordeste que não me agradou nem um pouco, principalmente pela sensação de amargor que me incomodou bastante. Definitivamente não recomendo a compra!!

sábado, 29 de maio de 2010

Vinho Verde Rosé Casal Garcia

Sou um fã declarado do vinhos verdes, que é um tipo de vinho bastante tradicional de Portugal, cuja a origem por vezes é meio contraditória, uns dizem ser um vinho para se beber jovem, outros dizem que é por causa da uva que é vinificada antes de sofrer total amadurecimento e outro ainda dizem que é vinho verde pois a região onde ele é produzido fica verde o ano inteiro.
Não pretendo entrar no mérito desta questão, mas fato é que vinho verde é sem dúvida um vinho com características muito peculiares.
Principalmente pelo fato de parte da fermentação do vinho ocorrer na garrafa, que geram as famosas "agulhas" como diriam os portugueses dá a bebida uma refrescância ímpar bem como seus aromas frutados que explodem na taça.
O vinho degustado é produzida pela famosa vinícola Casal Garcia muito popular no Brasil, e desta vez resolvi experimentar um vinho verde rosé. Muito dizem que vinho verde rosé ou tinto não são muito bons, mas como todo enófilo tive a curiosidade de provar este rosé.
Na taça apresentou uma coloração rosa tendendo ao alaranjado, ressaltando o aroma de maçã e talvez um quê de morango meio verde.
Na boca ressalta-se o aroma da maçã, principalmente a sua casca, e uma moderada presença das agulhas.
Em outra oportunidade já havia provado o vinho verde branco da mesma vinícola, que na minha opinião se saiu melhor. Mas não foi uma má compra de aproximadamente R$ 25, valeu sobre tudo para se experimentar o verde rosé, mas certamente o branco é uma melhor pedida.

sábado, 22 de maio de 2010

Luis Felipe Edwards Gran Reserva Merlot 2007


Desta vez decidi comentar uma vinho chileno pois havia algum tempo que não degustava os vinhos daquele país que normalmente produz excelentes vinhos a preços bastante acessíveis aqui no Brasil.
Na faixa de R$ 30 até R$ 55 reais encontramos ótimos chilenos até nos supermercados, que têm tido um papel muito importante na popularização dos vinhos visto que o consumidor de vinhos no nosso país começa a querer adquirir vinhos e espumantes de mais qualidade e muito se deve a melhora do padrão econômico das pessoas.
Ao vinho. Este foi produzido pela vinícola chilena Luis Felipe Edwards e facilmente encontrado nos grandes supermercados. Desta vez procurei variar um pouco dos execelentes carmenère chilenos e optei por comprar este Merlot 2007. Pela garrafa, muito bonita por sinal, pagamos cerca de R$ 35 reais no Extra da Ilha do Governador. Segundo a vinícola o vinho estagiu por 12 meses em barris de carvalho francês. Possui a graduação alcoólica de 14%.Na taça apresentou uma cor roxa rubi bem escura com leves tons atijolados. Apresentou também aromas frutados destacando-se morango e amora e um leve sabor de baunilha. Taninos vivos e persistência de regular para boa. Esperava um pouco mais corpo por se tratar de um Gran reserva, mas o vinho estava bem redondo. Taninos vivos e necessitando de um pouco mais de evolução. O álcool não incomodou nem um pouco, e certamente pelo bom custo-benefício, outra garrafa poderá ser comprada e guardada por mais uma ano em nossa adega.

domingo, 16 de maio de 2010

Espumante Brut Arte Casa Valduga

O espumante que será comentado é da linha Arte da famosa Casa Valduga que é famosa pela produção de vinhos e espumantes prezando sempre pela qualidade de seus produtos e embora seja uma grande vinícola nacional passa sempre a impressão de ser uma vinícola bem familiar devido ao cuidado e esmero que têm com seus produtos.
Nas nossas últimas férias visitamos a vinícola gaúcha que possui uma imensa área para a produção de espumantes, sendo que eles só produzem pelo método tradicional.
Vamos ao espumante. Trata-se de um corte de 70% de chardonnay e 30% pinot noir. Depois de feito o vinho base, já na segunda fermentação o vinho ficou cerca de 12 meses em contato com as leveduras que possibilitam um tom mais amarelado ao espumante bem como a persistência do perlage.
Na taça apresentou uma com amarela bem viva se assemelhando bastante a cor de cerveja pilsen. Da mesma forma as borbulhas muito presentes e persistentes, bem como bastante espuma!
Na boca apresentou muito boa cremosidade envolvente, típica dos espumantes produzidos pelo método champenoise, e um leve aroma tostado, possivelmente de um curto estágio em barricas de carvalho, e vale dizer que a Casa Valduga só usa do carvalho francês. Nota-se também notas de frutas frescas talvez abacaxi (?).
É um espumante de médio corpo porém muito fácil de beber, sem contar aquela sensação de refrescância bem comum da bebida!!
Pela garrafa pagamos cerca de R$ 30 em uma adega na cidade de Cabo Frio - RJ, e como já comentei anteriormente até R$ 50 reais fuja dos espumantes importados, pois certamente você encontrará nacionais de muito melhor qualidade!!

domingo, 9 de maio de 2010

A sabragem de espumantes!!


Muitos apreciadores dos "vinhos borbulhantes" não vêem com bons olhos a sabragem das garrafas pois acreditam que o ato de abrir brutalmente a a garrafa faz com que o gás carbônico presente saia mais rapidamente e o sabor do espumante acabe por ser alterado.
Pode até ser que isso ocorra, mas a sabragem é uma tradição que vem desde os tempos de Napoleão lá pelo século XVIII, que em clima de euforia, o general ao retornar de alguma batalha vitoriosa ou não como um grande admirador dos espumantes esse vinho era “merecido nas vitórias e necessário nas derrotas”.
Nos dias atuais essa tradição está presente nas comemorações por dar um tom charmoso e eufórico nas festas, pois afinal o espumante é a bebida da alegria.
Da mesma forma as grande vinícolas da serra gaúcha percebendo o interesse dos visitantes, mantém viva esta tradição e comumente nas degustações dos espumantes uma ou outra garrafa foi aberta pela sabragem. No meu caso não foi diferente, tanto na visita da Peterlongo, quanto da simpática vinícola Garibaldi da qual eu fiz este pequeno vídeo, houve a demonstração desta tradição Napoleônica.